Alex Dau, escritor moçambicano, participa de encontro sobre literatura africana na FaE

O escritor discutiu sobre quest√Ķes e dificuldades na forma√ß√£o de leitores em Mo√ßambique


     

Acontece ‚ÄĘ Quinta-feira, 21 de Mar√ßo de 2019, 16:36:00

 
A Faculdade de Educa√ß√£o da UFMG recebeu na √ļltima quarta, 20, o escritor mo√ßambicano Alex Dau para abrir a s√©rie ‚ÄúEncontros com escritores africanos e de heran√ßa africana‚ÄĚ, realizado pelo Grupo de Pesquisa do Letramento Liter√°rio (GPELL) - Ceale, pelo Centro de Estudos Africanos (CEA/DRI/UFMG) e pela editora Nandyala. O encontro tamb√©m marca a passagem do escritor pelo Brasil para o lan√ßamento de seu novo livro¬† ‚ÄúO galo que n√£o cantou‚ÄĚ.
 
Durante a conversa, Alex apresentou como a literatura está inserida em seu país, explicando que há uma centralização da produção literária na capital, Maputo, que acaba por invisibilizar a literatura de outras províncias. 
 
Alex também apontou alguns aspectos socioculturais presentes em Moçambique. O escritor ressalta como a pluralidade cultural que se encontra aqui no Brasil também é observada em seu país, com regionalismos e diferenças culturais bem demarcadas. Para Alex Dau, isso torna-se um aspecto que dificulta a formação de novos leitores, pela existência de diversas línguas nativas em relação à leitura e escrita em língua portuguesa.
 
Formação de leitores
 
Dentre suas obras, uma em espec√≠fico, ‚ÄúO menino, a bola e o macaquinho‚ÄĚ, √© direcionada ao p√ļblico infantil. De acordo com Alex: ‚ÄúA obra est√° enquadra nesta expectivativa de buscar o leitor jovem, a forma√ß√£o de leitores, pois n√≥s temos um grupo de leitores muito reduzido que est√° centrado na capital do pa√≠s‚ÄĚ. O escritor citou m√©todos que ele e outros escritores utilizam em Mo√ßambique para disseminar a leitura e os h√°bitos liter√°rios entre as crian√ßas. Segundo Alex, um dos formatos mais aplicados √© a realiza√ß√£o de encontros em escolas prim√°rias para dialogar com os alunos sobre livros, hist√≥rias e contos diversos, sempre visando saber quais s√£o os interesses destes alunos e as suas pr√°ticas cotidianas de leitura.